Countdown to Copenhagen, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brazil / Contagem regressiva para Copenhague, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Countdown to Copenhagen, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brazil / Contagem regressiva para Copenhague, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Veja o post em português abaixo

 In this first post as the Brazilian negotiator tracker, I think it’s important to talk a little bit about the climate change negotiations history and the crucial moment we are living. I’ll also talk about the importance of Brazil in this process and present the “Adopt a negotiator” project to the Brazilian audience.

 

 

Negotiations history

Concerned about scientific evidences that relate greenhouse gases emissions of human activities to the Earth’s temperature rising, around 200 nations decided to commit themselves to the fight against climate change by ratifying the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) that entered into force in 1994. In 1997, the Kyoto Protocol complemented the Convention, entering into force in 2005. According to the first commitment period of the Protocol, developed countries, such as Germany, Australia, Canada, France, Italy, Japan and Sweden have to reduce 5,2% of their greenhouse gases emissions against 1990 levels over 2008-2012. What will happen after 2012?

Post-2012

In 2007, signatories of the Convention started discussing the post-2012 period aiming to achieve an agreement in December 2009, when the 15th Conference of the Parties (CoP-15) will take place in Copenhagen, Denmark. This agreement must consider the latest scientific reports, which show the necessity of reducing drastically greenhouse gases global emissions in order to limit warming to well below 2º. C (since the beginning of industrial revolution it was registered a warming of 0.7!), avoiding dangerous climate change, such as the increase of extreme climate events (hurricanes, storms, droughts) and sea level rise that will affect great part of Brazilian population living in the coast. Emissions reduction should happen as fast as possible, because any delay in action will increase costs of mitigation and adaptation and, more importantly, it will undermine our ability to stay well below 2º. C.

Brazil

The historic contribution of developed countries to the problem shows they should lead the process. On the other hand, the active participation of other countries is important to achieve a successful agreement. Unquestionably, Brazil is a global environmental leadership, having in its territory the major part of the world’s largest rainforest. It hosted the Earth Summit in 1992 (RIO-92/UNCED), where countries started signing the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC).  Nonetheless, Brazil is also a major greenhouse gases emitter – 75% of its emissions are related to deforestation.

Therefore, it is a Brazilian duty to pressure developed countries so they don’t escape from their obligations, but also, as the fourth biggest emitter, the country must do its part.  In a first moment, this implies committing itself to the reduction of growing emissions rate through reportable, verifiable and measurable actions, which is also a key strategy to China and India. Furthermore, Brazil should concentrate its efforts in combating the Amazon deforestation.

The Adopt a Negotiator Project

Climate change is already affecting and will continue to affect my life, your life and another billions of lives around the world. CoP-15 MUST achieve a fair agreement that commits each country (according to its capacity) to the effort of reducing 80% of greenhouse gases emissions until 2050 (1990 levels). Who is negotiating your future for you?

The “Adopt a negotiator” Project is part of the Global Call for Climate Action (GCCA) and aims to share, through this blog, the activities, performance and commitment of key countries negotiators until December, in Copenhagen. Each negotiatior tracker will follow the work of the Lead Climate negotiator from its country. I will follow the Brazilian delegation. If you want to follow me, click here!

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Finally, I’d like to say that it’s a pleasure being part of this project! Leave your comments, questions, share your thoughts, concerns, doubts and spread our blog!

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Menos de 100 dias para seguir os negociadores brasileiros

Nesse meu primeiro post como tracker (não achei uma tradução apropriada…) do Brasil, acho importante falar um pouco sobre o histórico das negociações internacionais sobre mudanças climáticas e o momento decisivo que vivemos para enfrentar com sucesso os efeitos do aquecimento global, além da importância do Brasil para as negociações. Também vou apresentar o projeto “Adote um negociador” (Adopt a Negotiator project) para o público brasileiro.

Histórico das negociações

Preocupados com as evidências científicas que relacionam as emissões de gases de efeito estufa provenientes das atividades humanas com o aumento da temperatura do planeta, cerca de 200 nações resolveram se comprometer com o combate às mudanças climáticas por meio da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que entrou em vigor em 1994 e, em 1997, ganhou um complemento, o Protocolo de Quioto (em vigor desde 2005). De acordo com o primeiro período de compromisso do Protocolo, que começou em 2008 e vai até 2012, os países desenvolvidos, como Alemanha, Austrália, Canadá, França, Itália, Japão e Suécia têm a obrigação de reduzir por volta de 5,2% de suas emissões, relacionados aos índices de 1990. Mas o que vai acontecer depois de 2012?

Pós-2012

Em 2007, os países signatários da Convenção começaram a discutir o período pós-2012 com o objetivo de chegar a um acordo em dezembro de 2009, quando ocorrerá a CoP-15 (15ª. Conferência das Partes), entre os dias 7 e 18, em Copenhague, Dinamarca. Esse acordo deve considerar estudos recentes que indicam a necessidade de uma redução drástica das emissões globais de gases de efeito estufa para impedir que o aumento da temperatura não atinja 2º. C (desde o começo da era industrial já aumentou 0,7º.C!), evitando mudanças climáticas perigosas, como o aumento de eventos climáticos extremos (furacões, tempestades, secas) e o aumento do nível do mar, que afetará grande parte da população brasileira que vive no litoral. A diminuição de emissões deve acontecer o mais rápido possível, porque quanto mais tempo demorar, maior será o custo de ação e, mais importante, menos chance teremos de impedir o aumento da temperatura abaixo dos 2º. C.

Brasil

A contribuição histórica dos países desenvolvidos para o problema indica que eles devem liderar o processo. No entanto, a participação engajada de outros países é fundamental para que o acordo seja bem-sucedido.  É inquestionável que o Brasil é uma liderança ambiental global, abrigando em seu território grande parte da maior floresta tropical do mundo. Foi o anfitrião da Cúpula da Terra em 1992 (RIO-92/UNCED), onde, entre outros acontecimentos, abriu-se para assinatura a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).  No entanto, o Brasil também é, atualmente, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, sendo que 75% de suas emissões estão relacionadas ao desmatamento.

Cabe ao país, portanto, pressionar os países desenvolvidos para que não fujam de suas obrigações, mas também, como quarto maior emissor, fazer sua parte. Inicialmente, isso implica no comprometimento do Brasil com a diminuição da taxa de crescimento de suas emissões por meio de ações reportáveis, mensuráveis e verificáveis juntamente com China e Índia, outros dois países em desenvolvimentos que são grandes emissores. O maior esforço do país nesse sentido deve ser a redução do desmatamento na Amazônia.

O projeto “Adote um negociador”

As mudanças climáticas já estão e irão continuar afetando a minha, a sua e outras bilhões de vidas no planeta. A Conferência de Copenhague PRECISA ter como resultado um acordo justo que obrigue cada país, de acordo com sua capacidade, a se envolver no esforço global de redução de 80% das emissões globais de gases de efeito estufa até 2050 (ano-base 1990). Quem está negociando seu futuro por você?

O projeto “Adote um negociador” faz parte da Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA) e tem como objetivo compartilhar, principalmente por meio desse blog, as atividades, o desempenho e o comprometimento dos negociadores de países-chave até dezembro, em Copenhague. Cada negotiator tracker vai acompanhar os trabalhos dos chefes de delegação de seu país. Eu vou seguir a delegação brasileira. Se você quiser me seguir, clique aqui!

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Por último, gostaria de dizer que é um prazer fazer parte desse projeto! Comente, questione, compartilhe seus pensamentos, preocupações, dúvidas e divulgue o nosso blog!

 

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